Cirurgia Estética Oculofacial

Tumores Palpebrais

Por Andre Borba

Tumores palpebrais

Tratamento das pálpebras, cirurgia plástica reparadora e estética dos tumores palpebrais e correção das olheiras, bolsas de gordura e pálpebras. Saiba mais sobre os tratamentos oferecidos pela Clínica Dr. Andre Borba em São Paulo, Bela Vista
Tratamento das pálpebras, cirurgia plástica reparadora e estética dos tumores palpebrais e correção das olheiras, bolsas de gordura e pálpebras. Saiba mais sobre os tratamentos oferecidos pela Clínica Dr. Andre Borba em São Paulo, Bela Vista
Blefaroplastia Blefaroplastia em Orientais

As pálpebras podem ser sítio de vários tipos de lesões de lesões tumorais benignas e malignas. O diagnóstico é imprescindível para que medidas terapêuticas corretas sejam adotadas.


O tratamento das lesões malignas requerem do cirurgião conhecimento das várias técnicas utilizadas em reconstrução palpebral.

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Procedimentos e Cirurgia Reconstrutiva das pálpebras

Blefaroespasmo Ectrópio
Tumor na pálpebra - Carcinoma Basocelular

A carcinoma basocelular é a lesão palpebral maligna  mais comum, corresponde a 90% de todas as lesões malignas palpebrais. Essa lesão afeta preferencialmente indivíduos de pele clara, com antecedentes de exposição ao sol e na faixa etária dos 50-80 anos. Porém, atualmente, tem-se observado diminuição da faixa etária, com indivíduos mais jovens sendo afetados.


Quanto ao local de acometimento, segundo Shields, a pálpebra inferior é a mais afetada (52%), seguida pelo canto medial (27%), pálpebra superior (15%) e canto lateral (6%).


Embora existam variantes, as lesões mais comuns são as do tipo nodular com ou sem ulceração.


São lesões tipicamente elevadas, firmes, com telangiectasias na superfície e possuem brilho perláceo. Durante a evolução do tumor, o centro pode se tornar ulcerado e com crostas na superfície. Um aspecto muito importante dessas lesões, quando acometem a borda palpebral, é a perda de cílios ao nível do tumor.


O tipo esclerosante ou infiltrativo é caracterizado por lesão plana e com margens pouco definidas. Possui maior malignidade pela característica invasiva e, portanto, maior chance de recidiva, com prognóstico mais reservado. Freqüentemente é multicêntrico.


Outras formas possuem os tipos cístico e pigmentado. Podendo este último ser confundido com melanina.
O carcinoma basocelular é localmente invasivo e não metastatiza, porém quando não tratado de maneira correta, pode invadir o globo ocular e a órbita, necessitando de cirurgia mais radical, a exenteração da órbita.


O tratamento deve ser sempre cirúrgico, removendo-se com a margem de segurança de aproximadamente de 1-2mm para o tipo nodular a 2-3mm para o tipo infiltrativo. Somente o exame anatomopatológico pode mostrar se a lesão foi totalmente removida.


É recomendável realizar o congelamento da peça no intra-operatório e só inicia-se  a reconstrução se as margens cirúrgicas estiverem “livres”.


A cirurgia micrográfica de Mohs é um método que permite fazer avaliação mais acurada, pois todas as margens laterais e profundas são analisadas.  Oferece maior índice de cura e preservação de grande quantidade de tecido, facilitando a reconstrução e melhorando os resultados estético-funcionais. Pode ser utilizada para todos os tipos de tumores malignos.

Tumor na pálpebra - Carcinoma Espinocelular

O carcinoma espinocelular pode ser classificado em carcinoma in situ  (doença de Bowen) e invasivo.


O carcinoma in situ  clinicamente representa uma lesão ceratótica, eritematosa e com crostas em áreas expostas ao sol. Microscopicamente, as células epidérmicas anormais podem afetar toda a espessura da epiderme, mas não há invasão da membrana basal que se apresenta intacta nesses casos.


O carcinoma espinocular afeta principalmente os indivíduos idosos, de pele clara, com exposição crônica ao sol. Indivíduos mais jovens também podem ser acometidos; porém, quase sempre são imunodepressivos, ou possuem sensibilidade ao sol alterada, como é o caso dos albinos.


O carcinoma espinocelular  pode ser  primário ou se desenvolver a partir das lesões pré-malígnas, como ceratose actínica, radiodermite ou xeroderma pigmentoso.


O tratamento consiste na excisão cirúrgica e reconstrução. Lesões muito extensas devem ser biopsiadas e avaliadas radiologicamente, pois muitos casos necessitam de abordagem multidisciplinar.


Há tumores não ressecáveis, cujo tratamento é paliativo, realizando-se a crio ou radioterapia.


O prognóstico varia com o grau de diferenciação celular, tamanho e profundidade do tumor. O carcinoma espinocelular invade os tecidos de maneira mais agressiva que o basocelular e pode causar metástases nos linfonodos regionais.


O carcinoma espinocelular de melhor prognóstico é o que se origina de lesões de ceratose  actínica.

Tumor na pálpebra - Carcinoma Sebáceo

O carcinoma sebáceo geralmente se origina de uma glândula tarsal. Também pode ter início nas glândulas sebáceas dos cílios, da carúncula ou dos supercílios.


É bem menos freqüente que o carcinoma basocelular, correspondendo a 2-7% das lesões malignas palpebrais. Clinicamente apresenta coloração amarelada e perda de cílios. Pode se nodular como um calázio, difuso simulando blefaroconjuntivite ou pedunculado.


Histopatologicamente, apresenta proliferação de células sebáceas malignas com vacúolos no citoplasma que correspondem à presença de lipídios.


O tratamento consiste na excisão ampla com cortes de congelamento no intra-operatório ou cirurgia micrográfica de Mohs para melhor controle de ressecção. A exenteração é indicada nos casos com invasão de órbita.


Os tumores não ressecáveis podem ser tratados com crio ou radioterapia.

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